
Com as mãos ao sabor do vento
Com as mãos ao sabor do vento
Deslizando no ar como folhas ensopadas
Pelo orvalho
Escorre a ironia
a [insana] insanidade
Desembrulham-se das folhas
Pequenas partículas de ódio,
A rapariga agarra na folha e Sorri
Ergue a folha à mãe e diz:
- Queres ver?
E beijou a folha com ternura. Nesse momento
Sem vento
A folha levantou ao sabor do vento
Levando agora outras mãos.
André Ventura 28/12/2006